o Mundial que será realizado no Japão
e na Coréia este ano. Novidade? Não.
A grande sensação dos últimos tempos
na Argentina, quando o tema é esporte,
é o diário esportivo Olé!.
Sua linguagem é atrativa, simples e alfinetante.
Exato. E os alfinetes mais pontiagudos
adivinhem para quem são? Exato: Brasil.
O Olé! usa esta briga entre irmãos para
criar uma conversa entre ele e seus leitores.
Como um papo de esquina, entre amigos.
Seu segredo é este: conversa com os leitores.
Diz aquilo que o leitor pensa. Mais: diz
aquilo que o leitor fala e ouve nas suas
conversas com colegas de trabalho ou
família.
O diário esportivo está no seu sexto ano
e é do grupo Clarín. Este nome é forte lá
na Argentina. Forte o bastante para ser
dono do diário esportivo e do jornal mais
lidos no país.
O sítio do Olé! (www.ole.com.ar) também
é muito interessante. Pelo menos as partes
em que o Brasil não é motivo de gozação...
Mas aí você se pergunta: e tudo o que
aprendo nas aulas de jornalismo sobre
imparcialidade e objetividade? E eu, a minha humilde
concepção das coisas, respondo: estamos
tratando de esportes, ou seja, paixão. E a
paixão não se racionaliza. Não posso tratar
da mesma maneira que estivesse escrevendo
um texto jornalístico sobre economia ou
política. E, enquanto paixão, tenho que
convencer meu leitor que vale a pena ler
o que escrevo, pois entendo seus sentimentos
frente determinado assunto de seu time de
coração, por exemplo.
E o Olé! entende isso como poucos no mundo.
E, a muito desgosto por minha parte, tenho
que dar parabéns aos jornalistas argentinos
que fazem o Olé!. Mas que quem vai ganhar
a Copa é o Brasil, isso vai! Aí quero ler
todinho o Olé! neste dia!
José Renato Ribeiro
vive a Argentina...